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Programa Casa Paulista entrega moradias para 114 famílias em São José da Bela Vista

Mais de 50% das famílias contempladas têm renda mensal de até três salários mínimos; investimento estadual no empreendimento foi de R$ 27,1 milhões

20/01/2026
Foto ilustrativa

Em São José da Bela Vista, na região de Franca, 114 famílias de baixa renda realizaram o sonho da casa própria. Na manhã de terça-feira (20/01), o Programa Casa Paulista entregou as chaves do Residencial Maria Sônia Carvalho S. Faccirolli, construído pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), com investimento de R$ 27,1 milhões. A entrega aconteceu na sede do empreendimento, na Rua Maria das Dores Araújo Bertokino, esquina com a Rua Família Faccirolli, no bairro Geraldo Maximiliano Barcelos e contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas, do secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Branco, e do diretor de engenharia e obras da CDHU, Silvio Vasconcellos.

“Muitas pessoas estão se libertando do aluguel hoje para ganhar mais autonomia financeira. O sonho de todo brasileiro é a casa própria e, ao fim de um dia de trabalho, ter seu lar e segurança. É isso que proporcionamos para as 81 mil famílias que já receberam as chaves desde o início do mandato. É o maior programa habitacional da nossa história e nosso objetivo é continuar tirando pessoas do aluguel, de áreas de risco, das encostas de morros, das palafitas e das várzeas dos rios”, disse o governador durante o evento.

O secretário Marcelo Branco destacou os investimentos em habitação, que totalizam quase R$ 18 bilhões em todo o Estado, considerando os valores já executados e os projetados. “São recursos pulverizados nesses 623 municípios, que geram renda, desenvolvimento e riqueza local. É assim que o governador Tarcísio tem trabalhado: fazendo com que os municípios participem ativamente da política habitacional e das decisões de investimento do Estado. É essa proximidade que nos permite levar dignidade para quem mais precisa”, afirmou.

O empreendimento foi viabilizado em parceria com a Prefeitura de São José da Bela Vista, que doou o terreno para a edificação das casas.  A CDHU foi responsável pela contratação da construtora e pela execução de toda a infraestrutura: redes de abastecimento de água e coleta de esgoto, drenagem, pavimentação asfáltica, urbanização, iluminação pública e rede elétrica. As famílias foram selecionadas por meio de sorteio público realizado em julho de 2025, sendo que 54% têm renda mensal de até três salários mínimos.

O diretor de Obras da CDHU, Silvio Vasconcellos, ressaltou o significado do momento. “Hoje é um dia que ninguém aqui vai esquecer. É o dia em que vocês recebem a chave da casa própria, a chave da dignidade. A partir de agora, vocês passam a fazer parte de um grupo muito pequeno no Brasil: o das famílias que têm casa própria. Isso traz segurança, alegria, tranquilidade para toda a família”. Ele também destacou a qualidade das moradias entregues. “Essa não é uma casa qualquer. São quase 50 m², com piso cerâmico em toda a unidade, dois quartos, sala, cozinha e área de serviço. É uma casa moderna, equipada com placas solares que reduzem significativamente a conta de luz”, explicou.

Sonhos realizados

O sonho da casa própria tornou-se realidade para as 114 famílias que, após anos pagando aluguel e vivendo sob a incerteza, receberam as chaves de um lar definitivo, seguro e digno. Entre os novos moradores está a agente de saúde Hellen Santa Silva Ribeiro, de 33 anos, que durante mais de oito anos morou de aluguel ao lado do marido, Luiz Felipe, e do filho Samuel, de dois anos. “Hoje a gente está realizando o sonho da casa própria. Muda tudo. Saber que o nosso filho vai ter um lugar que é dele, que a nossa família vai ter um lar de verdade, é algo que a gente nunca imaginou que fosse acontecer assim. Agora a gente pode dizer: essa casa é nossa”, emociona-se. “O aluguel é um dinheiro que vai e não volta. A casa própria não. Ela fica. É um futuro para o nosso filho”, concluiu.

Outro beneficiário era Leandro Costa Leonel, motorista, pai de três crianças, também resume o sentimento de quem esperou mais de seis anos por esse dia. “A gente fez a inscrição, participou do sorteio e sempre manteve a esperança. Hoje estamos aqui para pegar a chave da nossa casa. Vai mudar muita coisa. Ter a casa própria muda tudo, porque a gente deixa de pagar algo que não é nosso e passa a investir em algo que é da gente, do nosso jeito. Para quem ainda espera, eu digo: não perca a esperança. Tenha fé, porque um dia dá certo”, disse, deixando uma mensagem de esperança.

Já Eder Batista da Silva, de 39 anos, que passou mais de uma década no aluguel, define o momento como o início de um novo ciclo. “Foram mais de dez anos esperando esse momento. Agora chegou a hora de ter a minha própria casa. Com a chave na mão, muda muita coisa: vem mais paz, mais tranquilidade. Agora eu tenho o meu canto, o meu lugar. Isso muda a autoestima, dá vontade de melhorar, de cuidar. Hoje é só alegria”.

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