A construção de um jingle costuma envolver agências, produtoras e semanas de briefing. No caso da CDHU, o processo seguiu um caminho pouco convencional: a peça foi criada por colaboradores da própria companhia, em um movimento que uniu branding interno, cultura organizacional e estratégia de comunicação institucional.
A iniciativa teve origem durante uma agenda de entrega de moradias na urbanização da Favela Marte, em São José do Rio Preto, quando o presidente da companhia, Reinaldo Iapequino, identificou a oportunidade de transformar a música em um ativo estratégico da marca. A provocação foi direcionada à área de Comunicação, que optou por um modelo participativo: em vez de terceirizar a criação, lançou um chamado interno a colaboradores com histórico musical.
O e-mail enviado pela Superintendência de Comunicação funcionou como um catalisador criativo. Entre os participantes estavam Bruno de Araújo Cintra, da área de projetos, e Gutierre Alves Santos, da Superintendência de TI. A dupla assumiu o desafio de transformar a história e o propósito da companhia em linguagem musical.
O briefing não era técnico, mas simbólico: traduzir décadas de atuação em uma narrativa sonora curta, direta e emocional. A estratégia foi abandonar o discurso individual e adotar uma voz coletiva. O jingle foi pensado para soar como a voz dos próprios colaboradores, e não como uma peça institucional tradicional.
A escolha estética foi determinante. A mistura de Pop, Rock e Rap não surgiu apenas por afinidade musical, mas como decisão estratégica para ampliar identificação entre diferentes públicos. A faixa foi pensada para funcionar tanto em ambientes institucionais quanto em eventos de grande presença popular, como as cerimônias de entrega de moradias.
O arranjo ganhou forma definitiva com o apoio de Lucas Francoio, da área de Comunicação, que estruturou a versão apresentada ao vivo. Nesse momento, o jingle ultrapassou a lógica de peça sonora e passou a operar como um ativo de experiência de marca.
O primeiro contato do público com o jingle ocorreu durante o 1º Festival de Talentos da CDHU, realizado em junho de 2025. Após a apresentação ao vivo, a música seguiu para gravação em estúdio profissional. A produção ficou a cargo de Cesinha Mattos e Eliezer Borges, com estrutura de uma produção profissional. O projeto resultou em diferentes formatos: versão completa, reduzida e instrumental.
A gravação reuniu músicos e intérpretes como Guto Teixeira (bateria), Rodrigo Castellani e Laís Duarte (vozes principais) e Mr. Armeng (Rap). O lançamento oficial ocorreu em dezembro, durante a confraternização de fim de ano da companhia, com exibição de um videoclipe desenvolvido em parceria com a equipe de audiovisual da Secretaria de Comunicação do Estado.
Confira o jingle na integra: https://www.youtube.com/watch?v=fZsywck0znA