Governo do Estado de São Paulo
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Topo e base

O mapa identifica as áreas ambientalmente vulneráveis, considerando aspectos como: porcentagem de vegetação nativa em APPs hídricas, balanço hídrico, balneabilidade das praias, risco de incêndio e vulnerabilidade em aquíferos. Para a construção da análise foram utilizados dados de órgãos oficiais como ANA, DAEE, CETESB e SEMIL. 

Balneabilidade das Praias 

A classificação da camada de balneabilidade das praias do litoral paulista foi extraída da CETESB e segue critérios rigorosos definidos pela Resolução CONAMA 274/2000, adotados 2001. Com base em análises microbiológicas de água coletadas por cinco semanas consecutivas, as praias são avaliadas e classificadas como “próprias” — com subcategorias Excelente, Muito Boa ou Satisfatória — ou “impróprias” para recreação. Para mais detalhes metodológicos acessar: https://www.cetesb.sp.gov.br/cetesb/qualidade_ambiental/agua/praias_litoraneas/informacoes_basicas/criterios_para_classificacao_das_praias

Porcentagem de Vegetação Nativa em APPs Hídricas 

A definição da Porcentagem de Vegetação Nativa em APPs Hídricas elaborada pela SEMIL, foi feita a partir da relação com a APP (Área de Preservação Permanente) com o dado de Unidade de Análise da biodiversidade (UAB). A UAB é uma unidade espacial criada para análise das variáveis utilizadas na carta síntese da Diretriz 03 – Salvaguarda da Biodiversidade. A unidade foi criada a partir do cruzamento do mapa das Regiões Fitoecológicas do Estado de São Paulo (RADAM/BRASIL) (com 1056 polígonos), com o mapa das sub-bacias do estado (DAEE), que são representadas por 114 unidades. O mapa resultante possui 1251 polígonos, denominados Unidade de Análise da Biodiversidade, cada qual recebendo um número identificador individual. As áreas de preservação permanente consideradas são aquelas no entorno de 30 metros dos cursos d'água e 50 metros de nascentes. A relação entre APP e UAB foi feita para saber o quanto de APP se encontrava em cada UAB. Depois, foi feita a relação entre a vegetação nativa e a UAB. Com esses dois resultados, foi realizado o cálculo de percentual de vegetação nativa em APP presente em cada UAB: atributo "area_km2" (área de vegetação em UAB) / atributo "geometry" (área de APP em UAB). Esta camada pode ser utilizada apenas para análises visuais, não podendo ser usada para o cálculo de medidas (área e distância) ou qualquer outro tipo de delimitação, pois é composta por três bases de informação com escalas e metodologias distintas, não sendo possível aferir sua precisão cartográfica. Os valores foram normalizados conforme as seguintes faixas: < 5%; Valor normalizado = 0; 5 - 20%; Valor normalizado = 0,25; 20 - 40%; Valor normalizado = 0,5; 40 - 80%; Valor normalizado = 0,75; > 80%; Valor normalizado = 1,00. 

Risco de Incêndio Florestal por município 

A camada Risco de incêndio florestal por município, elaborada a partir de dados da SEMIL, apresenta o Risco de Incêndio Florestal (RIF), estabelecido pela Resolução SIMA nº 27/2022. O RIF foi elaborado pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente SIMA com o objetivo de categorizar os municípios paulistas quanto ao risco de desastres tipificados como incêndios florestais pela Classificação e Codificação Brasileira de Desastres COBRADE (Instrução Normativa MDR nº 36/2020). Para a definição do RIF foram considerados dados históricos de eventos ocorridos no período de 2010 a 2020, além de estudos científicos de cenários de vulnerabilidade a seca e estiagem no contexto das mudanças climáticas. O RIF foi subdividido em cinco classes, de acordo com o nível de risco do município: Muito baixo (0,342 - 0,612); Baixo (0,613 - 0,781); Médio (0,782 - 0,969); Alto (0,970 - 1,156); Muito Alto (= ou > 1,157). 

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