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Casa Paulista realiza sonho da casa própria para 80 famílias em Bragança Paulista

Investimento estadual no empreendimento foi de R$ 15,2 milhões; financiamento terá juros zero para famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos

28/05/2026
Foto ilustrativa

Casa Paulista realiza sonho da casa própria para 80 famílias em Bragança Paulista

O Programa Casa Paulista realiza o sonho da casa própria para 80 famílias do município de Bragança Paulista, na Região Administrativa de Campinas. Elas vão morar no Conjunto Habitacional Vereador Adílson Leitão Xavier, construído pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), com investimento de R$ 15,2 milhões.

Presente no evento de entrega das chaves, o governador Tarcísio de Freitas apresentou o balanço habitacional, ressaltando o aumento no volume de entregas. "No nosso plano de Governo colocamos como meta viabilizar 200 mil habitações, mas achavam que era impossível, porque o Estado de São Paulo entregava uma quantidade que variava de 30 mil a 40 mil unidades em um período de quatro anos. Até agora, porém, nós já entregamos 85 mil e temos outras 116 mil em produção. Então, o sonho que vocês estão realizando já foi realizado por muitas famílias. Não estamos falando apenas de números, mas de sonhos realizados, da chance de ter um lar. É isso que está acontecendo", enfatizou.

O secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Branco, destacou que os investimentos em habitação demonstram o compromisso do Governo do Estado em levar dignidade e segurança habitacional às pessoas que mais precisam. “Nestes mais de três anos, a habitação e o desenvolvimento urbano foram prioridades do Governo do Estado. Estabelecemos metas audaciosas e, para que fossem cumpridas, injetamos volumosos recursos. Foram R$ 9 bilhões aplicados durante esta gestão, o mesmo montante investido nos oito anos anteriores a 2023. Ou seja, conseguimos aplicar o mesmo volume de recursos em tempo recorde. Por isso, é importante reconhecer o esforço do Governo do Estado, que tem atuado com responsabilidade fiscal, economizando onde é necessário, mas priorizando investimentos em áreas diretamente ligadas à qualidade de vida da população”, pontuou.

O empreendimento foi viabilizado em parceria com a Prefeitura de Bragança Paulista, que doou o terreno para a implantação das moradias. A CDHU foi responsável pela contratação da construtora e pela execução de toda a infraestrutura, incluindo redes de abastecimento de água e coleta de esgoto doméstico, drenagem, pavimentação asfáltica, urbanização, iluminação pública e rede elétrica.

As casas têm 44 m² de área construída, distribuídos em dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e lavanderia. As unidades contam com piso cerâmico em todos os cômodos, azulejos na cozinha, no banheiro e na lavanderia, laje de concreto, cobertura com estrutura metálica e sistema de geração de energia fotovoltaica, que contribui para a redução dos custos com energia elétrica.

Silvio Vasconcellos, diretor de Engenharia e Obras da CDHU, destacou que a Companhia vem priorizando tecnologias que aprimoram a construção das casas para proporcionar mais qualidade aos moradores. "Essas casas foram feitas com muita tecnologia. Na engenharia, existe uma norma de desempenho que traz especificações do que aquela casa tem que atender para que as famílias tenham conforto e qualidade. Estamos falando de parâmetros para estabelecer o isolamento acústico, o conforto térmico, de um sistema de água com regulador de pressão para que não se gaste mais do que o necessário, de placas fotovoltaicas instaladas para gerar energia elétrica pelo sol e ajudar a economizar na conta, ou seja, uma série de aparatos que tornam a casa mais tecnológica e que respeita o meio ambiente", explicou.

O empreendimento contempla famílias originalmente sorteadas em 2002 no antigo projeto “Bragança G”, que permaneceu paralisado durante anos devido a questões jurídicas, além de moradores da comunidade Mossoró.

A autônoma Jessica Novaes, de 31 anos, foi uma das beneficiadas com as unidades. Mãe solo das pequenas Sophia, de 9 anos, e Kemily, de 11, ela comemorou o início de uma nova etapa marcada pela mudança de uma casa precária em uma área de risco para um lar seguro e aconchegante. "Estou muito feliz porque aguardo desde 2014 por esta casa. Eu moro em uma área que alaga quando chove, em uma casa que está quase caindo. Estávamos à deriva, todo dia era a incerteza do amanhã. Por isso, estou muito feliz de estar pegando essa chave e agradeço à CDHU por nos ajudar a conquistar a nossa casa", contou ela, sorridente, ao lado das filhas.

As prestações a serem pagas pelo financiamento, ainda segundo Jéssica, são adequadas à realidade financeira da família. "O valor ficou dentro do meu orçamento. Pelo fato de eu cuidar delas sozinha, ficou ótimo", disse. Ansiosa pela mudança, a família já planeja como será a nova moradia. "Eu gostei muito da casa, já fiz um projeto do que quero, já imagino onde vai ficar cada coisa junto com as crianças", finalizou a autônoma, empolgada.

Depois de uma longa espera, a auxiliar de produção Fernanda Carolina, de 44 anos, também recebeu a chave da sua casa própria. "Faz 24 anos que eu estou esperando essa casa. Eu já tinha até esquecido, até que ano passado fomos procurados para atualizar o cadastro, aí deu certo e estou aqui para receber a chave. Eu fico muito feliz porque é algo que será meu. Todo mundo sonha em ter uma casa, né? É uma alegria", comemorou. Fernanda faz parte famílias sorteadas em 2002 no antigo projeto “Bragança G”, que ficou paralisado durante anos devido a questões jurídicas, além de moradores da comunidade Mossoró.

A saída do aluguel vai melhorar, também, a vida financeira da família, que pagará uma prestação mais barata do que o valor cobrado atualmente. "O financiamento ficou muito bom. A parcela é baixa, menor que o valor do aluguel. Então, vai sobrar um dinheiro a mais no mês, o que vai ajudar a melhorar nossa vida", afirmou.

O financiamento segue as diretrizes da nova Política Habitacional do Estado de São Paulo, com juro zero para famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos. As prestações são calculadas conforme a renda familiar, com duas possibilidades: comprometimento de 20% dos rendimentos em parcelas corrigidas apenas pela inflação (calculada pelo IPCA) ou comprometimento de 30% da renda familiar em parcelas fixas, sem qualquer tipo de reajuste durante todo o prazo do financiamento. A menor parcela é de R$ 324,20.

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